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domingo, 26 de agosto de 2012


AUGUSTE RODIN


 Tais Luso de Carvalho

Um dos maiores escultores que o mundo já viu chama-se François Auguste René Rodin que nasceu em Paris, 1840 e faleceu em Meudon em 1917 / França.

Oriundo de uma família muito pobre, foi motivo de chacota por sua falta de habilidade acadêmica, então se tornando um homem bastante reservado. Trabalhou 3 anos como pedreiro ornamental. Começou com seus desenhos profissionais aos 13 anos. Suas esculturas eram feitas em argila, gesso, mármore e bronze e tornaram-se inconfundíveis, pois Rodin desenvolveu uma técnica perfeita, para pele, músculos e expressões faciais.

Contudo, não era reconhecido pelo seu talento, e pela primeira vez, aos 18 anos, foi rejeitado pela École de Beaux-Arts de Paris.

Suas primeiras obras foram criadas em monumentos desenhados por outras pessoas, e em ateliês movimentados. Na década de 1860, muito frustrado por não ser aceita sua produção artística, sofreu um colapso emocional. Passou algum tempo num monastério, para se recuperar. Quando melhor, alugou um atelier onde começou a contratar alguns modelos.

Em 1875, Rodin visitou a Itália, onde se inspirou na arte clássica, principalmente nas obras de Michelangelo Buonarroti.

Sua perfeição era tão grande ao retratar o corpo humano e suas proporções tão exatas que, ao mostrar suas obras foi acusado de trapacear por usar molde de uma pessoa, sem esculpir o modelo.

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Sua primeira grande obra foi As Portas do Inferno / 1880. Foi planejada para ser a entrada de um museu que nunca foi construído. Parte das 200 figuras que compunham a obra feita, Rodin usou algumas de suas figuras como obra independente, como no caso de O Pensador. A obra encomendada ficou como inacabada, fato que o angustiou até o final de sua vida. As várias moldagens da estrutura foram tiradas após a morte de Rodin. A composição geral é uma espécie de recriação romântica dos Portais do Paraíso elaborados por Ghiberti para a Catedral de Florença; as figuras contorcidas e angustiadas, lembram o juízo final de Michelangelo.
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Daí em diante – 1880 -, adquiriu fama e prestígio. Passou a produzir obras famosas como: O Pensador / Os Burgueses de Calais / O Beijo / O Ídolo eterno / O Homem com o Nariz Quebrado / A Idade do Bronze / Camille Claudel / A mulher Agachada / O Anjo caído / Balzac / O Beijo / La France / Torso de uma Mulher.

Pelo seu entusiasmo pela beleza feminina adquiriu a fama de eterno sedutor. Trabalhou em seu atelier com grandes escultores, entre os quais Camille Claudel, sua famosa aluna e amante, que o retratou em A Valsa.
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Sua antiga casa, em Paris, abriga o Museu Rodin. Existe outro Museu Rodin na Filadélfia.
Mas foi por volta de 1850 que sua saúde começou a deteriorar, por causa da depressão – por causa da falta do reconhecimento artístico. Com a morte da irmã em 1862, Rodin entrou novamente para um monastério. Porém, um padre amigo, percebendo que Rodin não tinha vocação religiosa, o aconselhou a voltar a esculpir para que pudesse se recuperar. O padre chamava-se Eymard, que Rodin também o esculpiu.

A influência de Rodin para o desenvolvimento da arte moderna é extraordinário: num esforço solitário ele resgatou a escultura da inércia em que se encontrava, abrindo caminho, nesta área, para a expressão individual.


ANITA MALFATTI

O Homem amarelo / 1915

- Tais Luso de Carvalho

Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 2 de dezembro 1889. Seu pai era de origem italiana e engenheiro, Samuel Malfatti. Sua mãe, Elisabete, de nacionalidade americana, era pintora, desenhista, mulher de boa cultura, cuidava pessoalmente da educação de Anita. Com a ajuda de um tio e de seu padrinho, Anita foi estudar pintura na Alemanha, pois já era visto ser possuidora de grande talento.
O Torso / 1917
Após cursar a Academia Real de Belas Artes, aproximou-se de um grupo de artistas que haviam se desligado do academismo, cuja pintura era livre. Mas foi em 1914, regressando ao Brasil, que resolveu ir para a terra de sua mãe, Estados Unidos. Matriculou-se na 'Art Students League', que proporcionava aos alunos total liberdade de criação. Foi nesse período que Anita teve sua fase criativa mais brilhante, surgindo Mulher de Cabelos Verdes , O homem amarelo, O Japonês, e outros trabalhos voltados para o Expressionismo.

De volta ao Brasil, Anita fez uma Exposição no Mappin Stores, em 12 de dezembro de 1917. Ninguém poderia prever que os trabalhos de Anita seriam tão mal comentados e que provocariam uma enorme polêmica entre os adeptos da arte acadêmica.

Entre estas obras estava O Torso – obra do corpo de um atleta, destacado pela força e movimento dos músculos. O corpo ganhara volume, embora estivesse representado em uma superfície de apenas duas dimensões – largura e altura. Realmente o torso é o destaque, pois a cabeça, pés e mãos são apenas sugeridas.

Mulher de cabelos verdes / 1917
E estes comentários viriam com maior força de um escritor considerado renovador - Monteiro Lobato no jornal 'O Estado de São Paulo', com o título 'A propósito da Exposição Malfatti', na edição de 20 de dezembro de 1917. Lobato não gostou. Bombardeou as obras da artista com muita agressividade. Anita entrou em depressão vivendo um período de sofrimento e desorientação, pois era tímida e indecisa. Sua primeira reação foi de abandonar a arte.

Monteiro Lobato, preso aos princípios conservadores, dizia na época que 'todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude'.
E foi mais longe em suas críticas à Malfatti, criticando, também, os novos movimentos artísticos.

Anos mais tarde, em contraponto às críticas de Monteiro Lobato, Mario de Andrade entra em cena expondo suas idéias no prefácio de sua obra 'Paulicéia Desvairada', publicada em 1922.

O Japonês / 1916
Na verdade, a agressividade de Monteiro Lobato seria dirigida aos modernistas, com quem Lobato tinha umas rusgas. Mas suas críticas atingiram Anita de 'cheio'. Passado algum tempo, Anita foi ter aulas com o mestre Alexandrino Borges - Natureza morta -, e lá conheceu Tarsila do Amaral tornado-se sua amiga.

Certamente havia os defensores de uma estética conservadora e outros que primavam pela renovação, que atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo.

Convencida por amigos, Anita entrou na Semana de Arte Moderna de 1922. As raízes brasileiras deveriam ser o ponto de partida, ser o foco de maior valorização dos artistas nacionais. Depois desta participação viajou para a Europa onde se encontrou com os amigos Tarsila, Oswald, Brecheret e Di Cavalcanti.

A Boba / 1917
Mas no interior do teatro foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas as exposições de artes plásticas. Eram eles os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vitor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, J. F. de Almeida Prado, Inácio da Costa Ferreira e Vicente do Rego Monteiro.

Porém, após a exposição de 1917, Anita não conseguiu total recuperação, e já com idade mais avançada mudou-se com sua irmã para Diadema (SP), onde morreu em 6 de novembro de 1964, onde preferiu cuidar do jardim e esquecer de tudo.

A importância desse evento, da 'Semana da Arte Moderna' foi o marco para se fazer e compreender, um novo amanhecer da Arte.

'O grandioso e o majestoso, assim como a glória e o mágico sucesso me deixam calada, triste, mas as coisas fáceis de pintar, simples de se compreender, onde mora a ternura e o amor do nosso povo, isso me consola, isto me comove.' (Anita Malfatti)

O Farol de Monhegan / 1915


Tropical  / 1917

Estudante Russa / 1915

sábado, 21 de julho de 2012

Navio Negreiro


Castro Alves

  I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta. 
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro... 
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?... 
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,

Como roçam na vaga as andorinhas... 

Donde vem? onde vai?  Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?

Neste saara os corcéis o pó levantam, 
Galopam, voam, mas não deixam traço. 

Bem feliz quem ali pode nest'hora

Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade! 

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!

Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa! 

Homens do mar! ó rudes marinheiros,

Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos! 

Esperai! esperai! deixai que eu beba

Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
.......................................................... 

Por que foges assim, barco ligeiro?

Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa! 

Albatroz!  Albatroz! águia do oceano,

Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas.
II

    

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após. 

Do Espanhol as cantilenas

Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão! 

O Inglês — marinheiro frio,

Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir! 

Os marinheiros Helenos,

Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
III

    

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV

     

Era um sonho dantesco... o tombadilho 
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite... 
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar... 

Negras mulheres, suspendendo às tetas 

Magras crianças, cujas bocas pretas 
Rega o sangue das mães: 
Outras moças, mas nuas e espantadas, 
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs! 

E ri-se a orquestra irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente 
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala, 
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais... 

Presa nos elos de uma só cadeia, 

A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece, 
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri! 

No entanto o capitão manda a manobra,

E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..." 

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .

E da ronda fantástica a serpente
          Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
          E ri-se Satanás!... 
V

    

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! 

Quem são estes desgraçados

Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?   Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!... 

São os filhos do deserto,

Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . . 

São mulheres desgraçadas,

Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael. 

Lá nas areias infindas,

Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!... 

Depois, o areal extenso...

Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer. 

Ontem a Serra Leoa,

A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar... 

Ontem plena liberdade,

A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!... 

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
VI

       

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ... 

Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!... 

Fatalidade atroz que a mente esmaga!

Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

domingo, 13 de novembro de 2011

O PASTOR - MADREDEUS


O PASTOR

Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou
Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor
Ao largo ainda arde
a barca da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
a barca da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Arte Renascentista


INTRODUÇÃO 


Na medida em que o Renascimento resgata a cultura clássica, greco-romana, as construções foram influenciadas por características antigas, adaptadas à nova realidade moderna, ou seja, a construção de igrejas cristãs adotando-se os padrões clássicos e a construção de palácios e mosteiros seguindo as mesmas bases. 


ARQUITETURA 

Os arquitetos renascentistas perceberam que a origem de construção clássica estava na geometria euclidiana, que usava como base de suas obras o quadrado, aplicando-se a perspectiva, com o intuito de se obter uma construção harmônica. Apesar de racional e antropocêntrica, a arte renascentista continuou cristã, porém as novas igrejas adotaram um novo Estilo, caracterizado pela funcionalidade e portanto pela racionalidade, representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega. Os palácios também foram construídos de forma plana tendo como base o quadrado, um corpo sólido e normalmente com um pátio central, quadrangular, que tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas 


"Hospital Tavera" Alonso de Covarrubias -- Toledo, Espanha


"Praça do castelo de Vigiano" Bramante -- Lombardia, Itália


ESCULTURA 

Pode-se dizer que a escultura é a forma de expressão artística que melhor representa o renascimento, no sentido humanista. Utilizando-se da perspectiva e da proporção geométrica, destacam-se as figuras humanas, que até então estavam relegadas a segundo plano, acopladas às paredes ou capitéis. No renascimento a escultura ganha independência e a obra, colocada acima de uma base, pode ser apreciada de todos os ângulos. 
Dois elementos se destacam: a expressão corporal que garante o equilíbrio, revelando uma figura humana de músculos levemente torneados e de proporções perfeitas; e as expressões das figuras, refletindo seus sentimentos. Mesmo contrariando a moral cristã da época, o nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo. 
Encontramos várias obras retratando elementos mitológicos, como o Baco, de Michelangelo, assim como o busto ou as tumbas de mecenas, reis e papas. 


"Busto de Lourenço de Médicis" Michelangelo


"Estátua Eqüestre" Donatello -- Piazza do Santo, Pádua



PINTURA 

Duas grandes novidades marcam a pintura renascentista: a utilização da perspectiva, através da qual os artistas conseguem reproduzir em suas obras, espaços reais sobre uma superfície plana, dando a noção de profundidade e de volume, ajudados pelo jogo de cores que permitem destacar na obra os elementos mais importantes e obscurecer os elementos secundários, a variação de cores frias e quentes e o manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade; e a utilização da tinta à óleo, que possibilitará a pintura sobre tela com uma qualidade maior, dando maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras. 


"Adão de Albrecht Dürer, Museu do Prado -- Madri


MONALISA "Monalisa" de Leonardo da Vinci, Museu do Louvre - Paris


Em um período de ascensão da burguesia e de valorização do homem no sentido individualista, surgem os retratos ou mesmo cenas de família, fato que não elimina a produção de caráter religioso, particularmente na Itália. Nos Países Baixos destacou-se a reprodução do natural de rostos, paisagens, fauna e flora, com um cuidado e uma exatidão assombrosos, o que acabou resultando naquilo a que se deu o nome de Janela para a Realidade. 

As obras abaixo são de Antonio Allegri (Corregio) e refletem bem o espírito do renascimento, caracterizadas por elementos que remontam ao passado clássico, elementos religiosos e por grande sensualidade, destacando a perfeição das formas e a beleza do corpo, junto a presença de anjos. 


"Danae" Galeria Borghese


"Júpiter e Io" Kunsthistoriches Museum -- Viena


"Nossa Senhora da Cesta" national Gallery -- Londres


"Noli me Tangere" Museu do Prado -- Madri

AOS PROFESSORES DA MODELO

PARA VOCÊ, AMIGO PROFESSOR(A)



Dedicado ao PROF CLEYTON- meu amigo

          

   Pato Donald no País da Matemática - 1959



Sinopse: Donald no País da Matemática (“Donald in Mathmagic Land”) é um curta de 27 minutos que estrela o Pato Donald, foi lançados nos EUA em 26 de junho de 1959, foi dirigido por Hamilton Luske. O filme foi disponibilizado para as várias escolas, e se tornou um dos mais populares filmes educativos já feitos pela Disney. Em 1959, foi indicado ao Óscar como Melhor Curta-documentário.